22.11.16

Sororidade até que ponto?



Uma vez por mês temos um vídeo diferente sobre feminismo no nosso canal do youtube, nesse quadro o meu papel é informar e explicar sobre diversos pontos e questões do movimento. Em um desses vídeos, falei sobre sororidade, a união de mulheres em prol de um objetivo em comum, a luta conjunta contra o machismo e tentativa de destruir a rivalidade que nos foi naturalizada! Depois disso recebi alguns comentários com dúvidas, como por exemplo: até que ponto vai a sororidade? para praticar sororidade é necessário amar todas as mulheres do mundo? como lidar com meninas que dão em cima do meu namorado? E por aí vai...

Tudo que eu vou falar aqui é baseado no meu entendimento e vivência, você pode enxergar sororidade como algo completamente diferente e portanto, lidar com essas dúvidas de maneira, igualmente, diferente. Não, na minha opinião, não é amar todas as mulheres do mundo. Existem pessoas sem caráter e más, inclusive mulheres, não é porque ela sofre com o machismo, assim como você, que ela se torna boa e sua amiga. Pra mim, o nosso dever é sim tentar sair desse ciclo vicioso de rivalidade, parar de brigar com a amiga por homem, parar de perpetuar pensamentos e atitudes machistas. Afinal, a mudança precisa começar por nós, inclusive no "inocente" vadia dirigido àquela menina que você não gosta. 

Uma menina deu em cima do seu namorado? O questionamento deve ser sobre o seu namorado e não sobre a menina, sim, se ela sabe que vocês namoram ela provavelmente tem muito o que aprender sobre sororidade e empatia, mas quem tem responsabilidade com você, é ELE. Ele retribuiu a cantada? O problema está unicamente nele que não consegue respeitar o que ele criou com você. Ele não retribuiu? Fim de história. A gente tem essa mania terrível de colocar homens como vítima, como se eles não pudessem escolher sozinhos ou não tivessem força de vontade o suficiente para ignorar uma cantada.

Quando a gente se compromete a praticar esse exercício tão difícil e ao mesmo tempo bonito, nos comprometemos também a deixar para trás muitos pensamentos e ideias já formadas. Não é fácil, demorei anos pra abandonar alguns hábitos que sempre achei que eram normais, como julgar meninas que ficam com vários caras, que postam fotos sensuais ou usam roupas muito curtas. Eu não acho todas as mulheres pessoas incríveis, mas eu aprendi que coisas como essas, não são motivos reais para achar alguém melhor ou pior, eu nunca julguei homens pelos mesmos motivos.

Se você me perguntar, "o que achou dessa foto de biquíni que ela postou", eu provavelmente vou procurar algo para elogia-la. 

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