4.10.16

A coleção primavera/verão 2017 da Dior


Raramente trago comentários sobre um desfile de moda aqui para o blog, mas acontece que um em especial me deixou totalmente encantada. A Dior apresentou sua coleção primavera/verão na Semana de moda de Paris, dia 30 de setembro, quando a estilista Maria Grazia Chiuri estreiou como a primeira mulher na direção criativa da marca. As peças unem perfeitamente as personalidades de Maria e da própria Dior, sendo resumidas por duas palavras chaves: feminismo e esgrima.  

Uma moda que acompanhe suas transformações, que fuja das categorias estereotipadas 'masculino/feminino', 'jovem/menos jovem', 'razão/sentimento', apresentando inclusive aspectos complementaresA esgrima é uma disciplina na qual o equilíbrio entre o pensamento e a ação é essencial, assim como a harmonia entre o espírito e o coração. O uniforme feminino da esgrima é idêntico ao masculino, exceto pelas proteções especiais. O corpo feminino adapta-se a esta roupa que, por sua vez, parece ter sido trabalhada de acordo com suas formas.” diz Maria Grazia Chiuri que cita o feminismo diversas vezes. 

   

O desfile traz, de maneira forte, a alfaiataria, com casacos e jaquetas estruturados, camisas de corte fino, assim como todos os vestidos, o que já era uma linha  que a Dior seguia. O que me chamou atenção foi a mistura dessas peças mais finas com outras extremamente leves, aliás, leveza é uma palavra que descreve muito bem essa coleção, saia e vestidos de tule em sua maioria no comprimento midi. 

Os vestidos delicados, trazem uma tendência que já vimos por aí, os bordados, dessa vez inspiradas no zodíaco. São diversas figuras de tarô que sugerem uma interpretação do futuro! A delicadeza se mistura com a sensualidade dos espartilhos, inspirado nas lingeries, mas dessa vez o item não vêm para oprimir ou alterar o corpo da mulher, mas para expressar com leveza o desejo de se admirar. 


O feminismo não vem apenas nos mínimos detalhes, mas estampado em camisetas que dizem "Todos deveriam ser feministas" e "Dio(R)evolução", gosto muito de como isso expressa também a história da estilista, que estreia como a primeira mulher na direção criativa. Foi sua forma de empoderar! 

Nem precisava comentar sobre o chocker, que acompanham as modelos em quase todos os looks, como uma fita fina, simples e preta bem rente ao pescoço. Assim como as composições totalmente brancas, que afirmam algo que eu já citei por aqui, esse verão vai ser dominado por tons claros, em especial, o branco. 

E por último, mas muito importante, vemos em algumas composições um coração bordado sobre o peito, achei no site da Dior uma explicação que me fez amar ainda mais tudo isso: "Mas é o coração pulsante bordado sobre o peito que traduz melhor do que mil palavras a intensidade e a força das emoções vividas pelas mulheres de hoje."


Onde me encontrar? twitter | instagram | facebook

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