10.3.16

Quando o ciúme bate à sua porta


Quem é que nunca sentiu o famoso ciúme na vida? Que se apresente aquele que nunca teve uma inquietação, uma dorzinha de cotovelo, uma inquietude, um medo e uma desconfiança. É impossível não é mesmo? Somos todos suscetíveis a ter que conviver com esse tão “desesperador” sentimento. Mas, por que tão complicado admitir que se tem? Por que é tachado como um sentimento tão ruim? E por que tão complexo de ser entendido?

Ciúme é nada mais do que um sentimento causado pelo receio da perda e pelo afeto que se encontra por alguém ou como os psicólogos israelenses Ayala Pines e Elliot Aronson definem: ciúme é "a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade.” Aparentemente simples, mas com tamanha complexidade.

Esse sentimento mundial conhecido por qualquer ser humano existente, quando dito seu significado, no teórico soa como um sentimento bom e brando. Mas, na prática, pode-se dizer que há duas vertentes distintas: a) o sentimento até pode ser bom, pois é uma maneira implícita de demonstrar que há um verdadeiro sentimento, que há preocupação e que se gosta do sujeito b) O sentimento, como qualquer outro, sofre mutação, e com essa mutação o que era, em partes, um sentimento bom agora se torna um sentimento doloroso e ruim.

No meu ponto de vista, o ciúme é sim um sentimento bom. Pois para mim (uma típica taurina) quando esse sentimento floresce é porque existe uma conexão entre um e outro. É sinal de que existe afeto e um vinculo com alguém ou com algo. É uma demonstração de que o que é dito é pra valer e que não é uma farsa. Quando se tem ciúmes é uma forma de dizer que você quer ter por perto e não quer perder tudo isso. E por fim se desenvolve o medo, é desse ponto que o sentimento começa ter seus riscos.

Não só o ciúme, mas todo sentimento que começa a sofrer transformação e deixa de ser um sentimento brando torna-se, consequentemente, um verdadeiro perigo. Ainda mais um sentimento complexo como esse, que não envolve somente o sujeito ativo (que desenvolve o sentimento) e o sujeito analítico (de que/quem se sente ciúme), pois abrange um terceiro (o motivo do ciúme) o que começa causar tumulto. E por isso esse sentimento é complexo. Já que, com a união de tudo, um problema que era minúsculo vai se transformando em uma bola de neve e se tornando um sentimento doentio.

Sentimento doentio? Sim. Quanto mais vai se pensando em tudo envolvente, mais elementos vão surgindo, mais peças se encaixam, mais o medo se desenvolve, mais paranóias vão se formando e mais neurótico vai ficando.

Pois o medo é um sentimento que além de se transformar nos transforma também. Os impulsos que damos unidos com a nossa capacidade de desenvolver pensamentos absurdos, vai fazendo com que tudo vai aumentando em proporções cada vez maiores. E como nossa mente é livre, esses pensamentos não possuem filtros e são criados laços de segundos e terceiros inexistentes, mas de tão complexados e envolvidos com tudo, acaba trazendo males a nossa saúde mental e física além de males para o que era, inicialmente, bom. Como assim?

Com tanta paranoia criada, concorda que o “bonzinho” da historia acaba se tornando o grande “vilão”? Pois então, com tudo isso, o sentimento se torna uma doença que precisa de tratamento. Torna-se violento, existem casos de mortes ocasionadas por ciúmes, pelo simples motivo: não conseguir desapegar e/ou por medo da perda. Já ouviram aquela frase, “Se não pode ser meu não é de mais ninguém”? É assim que pode descrever a pessoa ciumenta, pois resumidamente, isso se torna nada mais nada menos que uma absoluta possessão e egoísmo.

Diante disso, respondo também a outra questão: por que tão complicado admitir que se tem? Pois quem chega a esse nível de sentimentalismo, sabe que se tornou um doente, uma pessoa possessiva, egoísta e louca. E confessamos que não é nada bom dizer que é assim, não é? Mas, também, mesmo quem tem o sentimento como algo bom, assim como eu, não gosta de admitir, pois não “quer dar o ar da graça”.

E é assim que é a vida e nós seguimos, é uma complexidade sem fim. Por tanto, controlem-se diante de seus sentimentos, é sempre bom lembrar: até o que é bom está em constante mutação e isso pode ser perigoso. 


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