17.3.16

É poder repetir e se defrontar


Sabe, hoje mesmo eu tive uma aula interessante de filosofia e foi feito alguns questionamentos, que particularmente, acho que se encaixaria bem no que pretendo dizer. Estava sendo discutido um texto de Aristóteles e perguntava o porquê de a cidade ser uma sociedade que está “nos desígnios da natureza”, o que diferencia o homem dos outros animais e por ultimo e não menos importante, havia uma afirmação dizendo que “a cidade basta-se a si mesma, mas nenhum de seus habitantes pode ser autossuficiente”. Quem tem conhecimento, deve ter percebido que são aspectos sociais e políticos, mas, diferentemente disso, não estou aqui para fazer um posicionamento sobre, apenas estou usando esse exemplo para que compreendam um pouco minha linha de raciocínio, okay?

Como quase todas as perguntas deve haver respostas, uma mescla seria mais ou menos assim: A cidade pode ser considerada um projeto, propriamente dito, da natureza. Transforma-se e se reforma, criando um ciclo na qual se pode concluir que assim como o mesmo, a cidade é justamente seu fim. O ser humano além de ter o poder da fala e do som ainda tem uma das maiores capacidades existente, a de ter própria consciência e o poder de raciocinar e pensar. E finalmente, unindo tudo isso, é justo dizer que todos dependem de todos, independente do qual seja o motivo, sem isso nos tornamos insuficientes. E é nesse ponto que gostaria de chegar, para termos aprendizados, acontecimentos, sentimentos e momentos, precisamos do outro e como não poderia ser diferente, o assunto de hoje inclui isso: nossa independência dependente.

O assunto dessa semana, é algo que acontece com todos nós, causa um frio na barriga, um medo, um breve receio, mas que é bom. E obviamente, para que exista tal precisa-se de dois indivíduos. Posso adiantar que não é um sentimento, mas sim um acontecimento, ta bem?

Nesse vai e vem da vida sempre tem alguma coisa que nos move e nos marca. Marcas que nos movem que nos desenvolve, que nos muda e faz com que sejamos assim, um livro de histórias ambulantes, pois se tem uma coisa que também nos faz mover é o passado. E como já diz os mais sábios “é relembrando que se vive.”.

Acontecem tantas coisas nessa vida, tantos fatos, que nos proporciona consequências boas e ruins. Dependendo do que for, o distanciamento pode ser uma dessas consequências. E nos distanciar do que é bom ou que já foi bom, devemos entrar em um consenso que não é lá as melhores coisas. Nos trás sofrimento, inquietação, aborrecimento e muitas outras coisas que eu não preciso ficar citando, mas bem. Durante esse tal distanciamento, depois de passar por cima de tanta coisa, acabamos superando e nos surpreendendo. O ser humano e sua mente é o treco mais complexo que eu conheço e acaba sendo engraçada tamanha complexidade, mas enfim, como lei natural ou progredimos ou regredimos e tudo acontece assim, sempre será assim. E unindo nossa dependência constante e nosso distanciamento, posso acabar com o mistério do que direi um pouquinho hoje: os reencontros.

Reencontrar: repetir o choque e se defrontar. Reviver o passado e criar um novo futuro. Ter o prazer de fazer o que é impossível, voltar ao tempo. Se encontrar novamente com o conhecido e que se tornou um desconhecido. Reacender a luz ou simplesmente apagá-la. A arte do re-, reviver, reencontrar, reacender, reabastecer, re-,re-,re-. Obscuro como o desconhecido, mas controverso e encantador. Dá até o ar da poesia, mas é apenas uma palavra.

Ter o poder desse ato mesmo quando o medo te domina, é bom, pois saber que você está tendo uma pequena amostra do que um dia viveu é uma experiência única. E é por isso que eu aprendi a gostar tanto dessa junção re- + encontrar.

O poder do reencontro quando feito já nos trás uma sensação estranha, mas garanto depois que você pensa mais um pouquinho, vishe, ai complica ainda mais. Não consegui encontrar a palavra certa para descrever a sensação ocasionada, quando encontramos alguém, algo ou até mesmo quando nos encontramos repetidamente. Isso é um ato constante e apesar de tudo, encantador a cada vez que desenvolvido.

O reencontro tem seu lado ruim também, mas dizendo do lado bom apenas, nos trás uma paz inexplicável e, não sei ao certo como dizer, mas o que o reencontro proporciona como consequência, sentir o toque, o cheiro, o abraço, a voz do que foi encontrado é confortante demais, não é mesmo?

E é assim que termino hoje, com uma frase que pode resumir bem o que quero dizer e fazer com que vocês, além de tudo, tirem suas próprias conclusões, Tati Bernardi diz: “Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez...” E é isso que desejo a vocês, vivam e revivam seus eternos reencontros. 


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