25.12.15

Despedidas nem sempre vêm com pontos finais


O afastamento foi como uma fumaça causada pelo cigarro em nosso relacionamento, consequentemente trazendo a morte e/ou fim. Nosso amor que era feito de flores, foi devastado por um sentimento  irreconhecível para nós. Ele foi tomando conta do eu e concluiu, por fim, no nós. 

É difícil imaginar que todos nossos planos, nossos sonhos, nossos desejos que eram indestrutíveis, ter tido um fim, mas nada na vida acontece sem uma razão e sem por quês. Somos todos ondas. Vivemos no vai e vem da vida. E nós, chegamos no subterrâneo. Promessas feitas em vão, sem mudanças, ditas da boca pra fora contribuíram para o temeroso "eu quero terminar". 

Depois de tudo que ocorreu, eu conclui que nós não somos corajosos apenas por enfrentar algo, mas somos ainda mais corajosos por desistir dele. A persistência e a esperança, não foram tão fortes a ponto de conseguir superar tudo. O amor, prevaleceu e foi o sentimento com mais dominância. Mas nem mesmo o amor consegue enfrentar barreiras indestrutíveis. Eu tentei. Tentei juntar os cacos, reconstruir o que tínhamos começado a criar, chorei, sorri, insisti, mas nada foi o suficiente para trazer de volta o alguém que eu havia conhecido. Por amor, decidi colocar um ponto final. É reconfortante pensar que fiz isso para ajudar você. Mas a dor é insubstituível e precisa ser sentida. Você. Que parece estar bem e em ótimas condições, me ajuda a concluir ainda mais o que disse anteriormente, foi apenas mais um favor. 

A nossa vida é um livro com eternas paginas e feita por pontos finais, pontos e virgulas, virgulas, exclamações, interrogações, reticências. Precisa de mais continuações. (É... Sempre com essa minha metáfora estranha dos pontos) Deixar o orgulho de lado e deixar a esperança retornar foi difícil, por maior que fosse a vontade. Decidi então, procurar-te para após o ponto final, começar mais um parágrafo juntos. Mas a resposta esperada não chegou e por mais que eu ainda tenha esperanças de que ela chegue, cheguei a conclusão de que, nós. Eu. Você. Nosso amor. Não tem mesmo mais continuação. Esperar por algo incerto é um risco a ser tomado, mas temos total liberdade de fazer escolhas. 

E porque estou dizendo isso?! Lembra quando você tampou minha mão com as suas e disse que iria ser assim? Você iria me proteger e não me abandonar?! Então, você, a pessoa mais despreocupada preocupada, a mais complexa de todas, deixou, aos poucos, ceder. E pequena que sou fui levada pelo vento e escapei pelos pequenos espaços feitos por você. Você me deixou ir, como se não importasse. Mas mesmo assim... Voltei. E mas uma vez cá estou indo novamente com o vento, estou me segurando e lutando, só falta um fio do meu dedo para me manter presa a você. E acho que é o melhor a se fazer é me soltar, por mais díficil que seja e por maior que seja meu sentimento por você. Foi bom o que vivemos, foi bom te ter. Mas acho que vai ser melhor assim, ja ta ficando tarde e ja ta dando minha hora. A corda arrebenta pelo lado mais fraco, não arrebentou, mas eu entrego o jogo. Você ganhou. Parabéns. Como prêmio, eu vou embora. Acho que é demais para dizer um até breve e esperar por tempo delimitado. Acho melhor um tchau. Pois oi, ja foram muitos. E se não agora, não será nunca mais.

Um comentário:

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