13.11.15

“A Apatia do Cotidiano”



Acredito que muitos de vocês, assim como eu, já ouviram falar na tese de explicação sobre filosofia, certo? A danada tese sobre o truque de mágica que se tira o coelho da cartola. Lembram? Não?  

Bom, a tese se baseia na explicação de que muitas pessoas acham o mundo tão incompreensível quanto o truque de mágica onde se retira um coelho de uma cartola que estaria vazia, para explicar o universo, os filósofos criaram uma metáfora: O coelho branco pode ser comparado ao universo inteiro. Nós que moramos aqui somos como bichinhos minúsculos que habitam a base da pelagem do coelho. Mas os filósofos tentam subir a partir dali até a ponta dos pelos mais finos, a fim de poder encarar o mágico bem dentro dos olhos. Isso tenta explicar o que nós vivemos no mundo de hoje. Somos os coelhos da cartola, pois no truque de mágica sabemos que estamos sendo iludidos, mas quando se trata do mundo em si sabemos que tudo o que vivemos não é ilusão, pois vivemos e fazemos parte dele. A única diferença entre nós e os coelhos é que eles não sabem que estão participando de um numero de mágica, mas nós temos consciência de que somos parte de algo misterioso e ansiamos por uma explicação.  

“A única coisa que necessitamos para sermos filósofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas” – O Mundo de Sofia.  Desde criança, quando começamos a falar e a perguntar tudo, aquela fase dos “por quês” podemos nos considerar filósofos. Exemplo simples disso é quando uma criança aprende que cachorro = au-au, e todas às vezes na qual se depara com um, pula de alegria e grita empolgado “AU-AU! AU-AU!”. Nós adultos, não nos empolgamos e não nos sentimos entusiasmados quando descobrimos coisas simples como essas, pois já temos conhecimento sobre. Mas todos nós somos filósofos? Não. E é sobre isso que irei dizer hoje.  


Ao longo dos nossos longos anos de vida, a maioria já não se entusiasma com o que acontece a seu redor. Essa maioria são aqueles que já dão o mundo por visto. Não se preocupam em questionar, de viver, de inovar e tentar solucionar problemas e questionamentos simples.  Para eles, o sim e o não, não tem distinção e não tem pertinência.  Para eles o que já foi descoberto e o que já aprenderam já bastam. A frase dessas pessoas, seria em minha opinião, “Tanto faz!”. À medida que crescemos vamos rapidamente perdendo a capacidade de nos maravilharmos com o mundo e começamos a pensar no mundo como algo simples e banal.  

No meu modo de pensar, não estamos aqui para nos transformar nessa apatia do mundo. Precisamos desvendar os mistérios do mundo e principalmente, nos desvendarmos. Pois somos todos marcianos de nós mesmos, somos o mistério de corpo e alma. E por fim, querer fazer as coisas acontecerem  e se modificarem. Estamos perdendo a cada instante a razão por qual vivemos. Não podemos nos satisfazer por algo que é quase que todo desconhecido. Qual será o motivo de se viver daqui algumas décadas, se não nos importamos com o que acontece aqui, com o que a natureza proporciona e no que a perfeição remete?

A busca por respostas e a necessidade de observar mais ao nosso redor e não querer ficar somente na afirmação que todos já conhecem, é de extrema precisão. Caso contrário, todos ficarão alienados e ninguém escapará dessa. Você é uma criança que ainda não cresceu o suficiente para se tornar “acostumada ao mundo” ou é uma filósofa capaz de jurar que jamais escorregará da ponta dos pelos do coelho e não viverá em uma caixa escura sem conhecimento? A resposta é livre e a vontade de mudar é espontânea só cabe a você resolver essa questão. E aí, qual lado irá escolher?  

3 comentários:

  1. Oi gi.,gostei muito do post de hoje porque ao lê-lo automaticamente ja fui me questionando sobre o nosso lugar no mundo. Com certeza não estamos aqui a passeio e sim para questionsr e aprender cada vez mais e assim evoluirmos como seres humanos ! Bjos!

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  2. A vida é um aprendizado constante, não podemos ser apáticas diante de nós mesmos.
    Beijos

    http://luadefevereiro.blogspot.com

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  3. Gostei do txto, fala sobre uma coisas que tem muitono livro que tô lendo -A hora é agora, Zibia Gasparetto- e com a fase que está minha vida. Acredito muito nessa teoria de que estamos em constante mudança e viemos ao mundo com o objetivo de questionar, e ai está o "tio" Google para nos judar.
    www.gabriellycomlly.com

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