12.5.14

Resenha: Todo Dia de David Levithan

 

"Acordo. Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo - de abrir os olhos e ver se a pele é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender."

A história conta a vida de A um ser humano, simples assim, sem gênero para defini-lo. A cada dia A acorda em um novo corpo, todos na faixa dos dezesseis anos e essa é a única especificação, pode ser uma menina, menino, gordo, magro, rico, podre, negro, branco, não importa. Ele não possui uma família, nome, amigos, nada que possa guardar para a vida toda! Por todas as vidas que passa procura não estabelecer relações ou mudar o curso escolhido pelo dono do corpo, para ele (ou ela) é mais facil dessa maneira, até que ele se apaixona por uma garota que faz suas vidas virarem de cabeça para baixo. Como é possível manter uma relação sem saber ao menos como e onde você irá acordar no dia seguinte?

Quando ganhei esse livro no meu aniversário da minha amiga achei que ele seria apenas mais uma boa leitura, mas foi exatamente ai que eu me enganei, o livro é muito mais que um "apenas", é cheio de mensagens e reflexões importantes. A idéia principal do livro com certeza são os preconceitos e as limitações de pensamentos presentes em qualquer pessoa, mas não em "A", ele teve a oportunidade de ver muito mais que qualquer um para se prender a minúsculas diferenças (2%, de acordo com ele é essa a porcentagem que te faz diferente do próximo).

Eu me empolgo toda vez que comento sobre esse livro, porque a cada capitulo que era lido eu tinha a sensação de que algo era acrescentado em mim, e poucas coisas me fazem mais feliz do que isso. O intuito do livro é te fazer pensar sobre diversas questões presentes em nossas vidas, mas de um jeito leve e incrivelmente divertido, obviamente sem deixar o bom romance de lado. O fim foi inesperadamente lindo, mesmo tendo fugido dos "finais contos de fada", é o tipo de livro que todo mundo precisa ler em algum momento da vida (estou apaixonada, adeus).



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