24.6.16

A experiência da manifestação "Por todas elas"


No dia primeiro de junho aconteceu a manifestação "Por todas elas", motivada pelo caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro, mas principalmente contra a cultura do estupro e o machismo. Há muito tempo eu sinto a necessidade de fazer parte da militância nas ruas, junto com a indignação, não pensei duas vezes. Me encontrei com um grupo de amigas e lá estávamos nós, no meio da Paulista rodeada de mulheres maravilhosas gritando palavras de luta. 

Eu sabia que me sentiria motivada, porque é exatamente assim que eu me sinto quando estou perto de um grupo de pessoas que se unem por um objetivo em comum, mas foi muito mais do que isso, eu me senti forte. Eu nunca fiz parte de um coletivo, mas esse sempre é o sentimento que o feminismo me trás, de que eu não estou sozinha, de que as coisas estão ruins mas eu não sou a única indignada, mas no meio de um monte de gente, esse sentimento foi amplificado. 

Eu vi adolescentes, eu vi adultas, mães com crianças no braço, eu vi negras, brancas, senhoras, eu vi diversidade e eu vi amor. Muito amor. Toda vez que eu ouço alguém falar que feminismo espalha ódio, tenho vontade de transmitir o amor que eu senti naquele dia. Ninguém disse eu te amo, ninguém estava se abraçando ou se beijando, mas eu sentia cada vez que uma delas me olhava. Sentia em cada frase gritada, a empatia que nos move. 


Não, eu não concordo com todos os atos ou formas de manifestação, mas eu entendo todas elas, afinal aquilo pode não fazer sentido pra mim, mas faz pra alguém. Ali no meio de 15 mil mulheres, existiam feministas de todas as vertentes e talvez, de nenhuma delas, as pessoas são diferentes, é utópico pensar que todas agiriam como você. Eu não acho pichações legais, não acho que desenhar o seu símbolo no ponto de ônibus mude alguma coisa a não ser a vida do moço (a) que vai ter que limpa-lo, essa não é a minha forma de militar, pode não ser a sua, isso não significa que devemos sair do movimento e muito menos ofender quem faz parte dele. 

Preciso falar dos sutiãs, ou a falta deles... Por que acho que esse é o maior objeto de indignação das pessoas que não entendem o movimento. Ninguém me abrigou a ficar sem blusa, e eu não fiquei, porque eu não quis ou talvez porque estava impregnado demais que eu não devia. Pra mim, um corpo é só um corpo, mas se você não concorda, precisa concordar que ninguém se importa quando vê propaganda com mulheres peladas na TV, mas as pessoas se importam quando o corpo é usado como militância. Nós estamos cansadas de ser objetificadas, nosso corpo é nosso escudo. 

Está tudo bem se tirar a blusa não é a sua forma de militar, assim como pichar a rua não é a minha, mas respeita as manas e vamos juntas. Porque juntas somos mais fortes e o "Por todas elas" me provou isso. 


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22.6.16

Primeiro semestre de Jornalismo




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21.6.16

Transição capilar: 7 meses sem química


Oi gente, tudo bem com vocês? O segundo post sobre a minha transição capilar está no ar e admito, estou muito feliz. Faz um pouquinho mais de um mês desde que liberei o primeiro post em que compartilhava um pouquinho da minha história com a química e do por quê de eu estar entrando na transição. Junho fazem 7 meses desde a ultima vez que coloquei progressiva nos meus fios e já consigo ver parte do meu volume e cachos naturais. 

Preciso começar dizendo que estou muito feliz comigo mesma, achei que seria extremamente difícil, porque anos atrás eu me sentia muito mal quando a progressiva dava sinal de estar saindo, mas eu estou me amando. Existem alguns dias em que eu odeio o volume/falta de definição e só quero fazer o meu amado babyliss pra me sentir bem diva, sei que o calor atrapalha o processo mas ainda não consigo resistir. De qualquer forma, me olhar no espelho e ver o meu cabelo voltando ao natural, está sendo maravilhoso. 


Eu ainda tenho resquícios da química, principalmente nas mechas superiores e frontais do meu cabelo. Puxando essas partes pra cima, e dando uma olhada na parte escondida próxima a minha nuca, consigo ver um pouco do meu cabelo natural. Não sei se todo o meu cabelo vai ficar assim, afinal, já comentei com vocês que a textura do meu cabelo é bem indefinida e nem se ainda existe uma quantidade de progressiva mesmo nessa parte o que significaria que ele pode ficar ainda mais cacheado. 

Para driblar a transição estou usando alguns truques e técnicas:

- O ativador de cachos da The Beauty Box, que não é tão forte quanto a progressiva, por isso nas partes em que ainda há a química o efeito do creme não é tão eficaz, mas já me ajuda a diminuir a diferença de texturas. Pretendo fazer uma resenha completa desse produtinho, porque eu realmente amei, mas resumidamente: aplico ele em todo o meu cabelo, simulando uma fitagem e amasso com amor tentando formar os cachos.


- Evito ao máximo o secador e babyliss. Isso é bem difícil pra mim, porque eu realmente amo mudar, gosto da ideia de estar com cabelo liso um dia, outro com cachos bem divos e por aí vai. Mas sei que o calor ainda ativa o resto da progressiva que há nos meus fios, pois toda vez que seco meu cabelo com o secador, ele fica bem liso. E é claro, quanto mais natural, mais saudável e mais rápido a transição acontece. 

Acho que por enquanto é só isso, pretendo liberar um vídeo semana que vem contando toda a minha experiência com a transição mas vou precisar da ajuda de vocês, por isso, não esquece de me acompanhar nas redes sociais para fazer parte das enquetes. Um enorme beijo e até a próxima!


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20.6.16

"Outro dia" de David Levithan


Vocês sabem que o meu livro favorito da vida é "Todo Dia", já teve resenha do bendito por aqui e toda vez que eu tenho a oportunidade de falar sobre ele, eu falo. A questão é que recentemente foi lançada uma continuação dele, que na verdade é a mesma história contada pela visão da outra personagem principal, Rhiannon. 

Vou contar resumidamente, para quem ainda não conhece, a história: "A" não é uma menina nem um menino, elx tem 16 anos e habita o corpo de uma pessoa diferente todos os dias. Durante toda sua vida foi assim, sem amigos, sem família, sem paixões, afinal, tudo dura apenas 24h. "A" é extremamente cuidadoso(a) com todos os corpos que habita, elx toda o cuidado de não interferir nessa vida, a exceção acontece quando habita Justin o namorado de Rhiannon, por quem se apaixona. A partir daí, dedica seus dias a encontrá-la e provar pra ela, que apesar da vida que leva, os dois poderiam dar certo. 


O que fez eu me apaixonar totalmente pela versão "Todo Dia" era a desconstrução social que ele nos trazia, "A" viveu e viu demais para se prender a coisas pequenas e insignificantes como preconceitos. Rhiannon é uma pessoa normal, ela tem preconceitos e muitas limitações. Por isso acho que a minha parte favorita se perdeu no meio das alterações e eu me pegava ansiosa pelas partes em que "A" aparecia, porque ele é o/a divo(a) do rolê. 

Sendo bem sincera? Eu fiquei irritada e com raiva a maior parte da narrativa, porque a personagem que a conta é extremamente chata e sem atitudes. Mas o final me surpreendeu, e é claro que lágrimas escorreram pelo meu rosto. Lembro de ter amado o final da primeira versão, não foi um final ideal e muito menos feliz mas dessa vez eu me senti incompleta, como se precisasse de mais. Eu amo a atitude final de A, simplesmente porque ele faz o que pra mim é amor, aquele amor sincero de "quero que você seja feliz, comigo ou sem mim", mas Rhiannon conseguiu estragar tudo isso e me deixar sem reação com uma simples frase. 


Resumindo bem resumidamente? Foi incrível ver a minha história favorita sendo contada por outros olhos, simplesmente porque vejo beleza nisso, acho maravilhoso como as pessoas podem enxergar a mesma coisa de maneiras extremamente diferentes. Mas me identifico e aprecio muito mais a maneira de "A" de enxergar o mundo e por isso, e outros motivos, na minha humilde opinião a segunda versão nunca será melhor que a primeira. Porém, contundo, todavia, leia, não será perda de tempo. 


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