5.2.16

Para um completo Desconhecido


Caro alguém,

Depois de meses eu estou aqui, com um caderno e a mesma caneta preta que sempre falha, além, é claro, dessa letra desigual como a vida mesmo é. Escrevendo só mais um dos meus textos que por loucura ou sutileza alguns gostam. O motivo para escrever tal carta é bem sem motivo. A realidade dos fatos e a permanência nesse mundo incapaz de qualquer desvendamento não me proporciona entusiasmo a dar explicações sobre autorias que desenrolam da minha mente e sai por aí... Preenchendo linhas, espaços, infinitos, sorrisos, choros, vidas e tudo aquilo que é capaz de sofrer todo e qualquer tipo de mutação.

Você já foi capaz de pensar na infinidade de coisas desconhecidas? Vivemos em uma imensidão sem fim e ainda há pessoas que dizem que somos e vivemos nas mínimas coisas e tudo se tem término. Como o ser humano é tão medíocre em dizer absurdos como esses? Mesmo 2016 anos depois e mais além do que já tinha sido vivenciado antes de Cristo, ainda, APENAS, temos conhecimento de 2% do nosso oceano, vivemos diariamente com descobertas cientificas ou não e como ainda há pessoas que sustentam sua ideia de que o mundo já se deu por visto e é tudo tão pequeno? Tudo vive e se transforma a cada ano, mês, dia, hora, minuto, segundo e se ainda possível, milésimo de segundo. Por que ainda tem aqueles que vivem de maneira tão rasa? Somos capazes de aprender até com conversas bestas no bar da esquina. Se tão assim, porque ainda tem quem se contenta com tão pouco e se faz de despercebido as maravilhas desse nosso planeta Terra?

Tá, “Por qual motivo você está escrevendo isso?” Pra te ser sincero, nem eu mesmo sei. Só sei que vi no Facebook uma imagem com a seguinte frase “... Há pessoas que são como recipientes furados: quanto mais se deposita, menos se tem.” E depois disso eu, simplesmente fiquei pensando no conteúdo de tal. A conclusão absoluta eu não posso dizer, mas, se eu tivesse que descrever o ser humano e sua capacidade de fazer o mal e trazer sofrimento, seria, sim, essa a frase. A cada dia isso é mais visível e me apavora. Seria bom se essa frase descrevesse “só” o ser humano. Tudo pode se encaixar nela, com infelicidade contida essa é a verdade. Somos e sempre seremos esses recipientes, seremos vítimas e estaremos sujeitos dia após dia a ter mais furos e sermos mais vazios. Assustador, não? Pois é, mas, assim como existe o dia e a noite, o choro e o riso, o bom e mal, etc, etc, há o antônimo dessa questão. Ainda existe quem acredita no poder do mais e eu faço parte desse grupo.

Tomar a decisão de escrever para um alguém indeterminado e mesmo assim dizer coisas com tamanha determinação de quê e para quê foi difícil. Até porque acredito que na metade da próxima pagina, provavelmente não continuará lendo e o que direi, será maior e a consequência será mais profunda do que todos os textos anteriores. Portanto, ciente dos danos capazes de serem provocados, desde já agradeço se ler até a última palavra aqui escrita e o resto você decide, te dou essa pequena opção.

Viver e aprender, ter altos e baixos e ainda ter persistência e vontade de progredir é uma loucura. Não fazer sentido foi uma escolha feita pela vida e é assim que ela segue: o não sentido faz sentido. Se tudo houvesse sentido aí sim, daria razão aos que dão ao mundo por visto. Examinar os fatos, pesquisar e acreditar no incerto são duvidosos demais. Mas, nós vivemos essa mediante certeza de quem somos nós, o porquê de estarmos aqui e a mais complexa, por que somos assim. Tá aí, porque somos assim? Ou melhor, porque você é assim? Atitudes tomadas e a sua personalidade, de onde surgiram? Não foi simplesmente por motivos de obra prima dos signos, descendência do nome ou herança de um mero DNA. Se a partir de tais motivos, é possível concluir que seríamos modelos únicos ou quase, seríamos apenas mais um molde para tamanha proporção. Se apenas por tais motivos, que são os que têm devido conhecimento, como conseguimos ser conhecidos por nossa individualidade? Simplesmente não há uma resposta clara. Seriamos, nós, apenas robôs da nossa própria existência?!

Quando dizemos “Ah,homens/mulheres são todos iguais” quando julgamos por atos igualitários e sem explicação, seria ousadia da minha parte em dizer que é verdade que fomos tomados pela ilusão de que o molde existe e sempre existiu?! Bem, ando me questionando bastante em relação a tal. Se julgados iguais como explica as inúmeras questões ditas acima?

Bem, eu não me respondi tais questões ainda e para mim não é tão relevante, só gosto de ficar pensando sobre as varias questões envolvendo a existência humana e o porquê de sermos assim. É interessante, apesar de que quase nos enlouquecem, mas, faz parte. Devo confessar que tenho vontade de descobrir tudo isso mais a fundo e poder dar explicações para tantas questões inexplicáveis. Dito isso, acredito que por tais motivos, ainda há a existência dos filósofos, pois, para eles todas essas questões que fazem o mundo girar e continuar a ter vida.

Confesso que tenho demorado um pouco pra terminar essa carta, durante todo esse processo de escrita e questionamentos, eu tentei observar mais o meu cotidiano, tudo que acontece ao meu redor e todas as pessoas que me rodeiam, apenas para ter certeza de que eu não estava enlouquecendo ao dizer todas as coisas acima. E diante disso, acredito que agora posso fazer uma pequena observação sobre tudo que disse para você, caro desconhecido, possa tirar pequenas duvidas que possa ter surgido durante esse tempo, que para mim não é um pesadelo e sim um sonho, pois, a cada texto, eu me supero em relação à algumas metáforas que crio, que por ventura, as vezes até eu mesma não consigo entender de imediato.

Em relação à infinidade de coisas desconhecidas, essa tamanha imensidão sem fim, a questão do oceano e do recipiente furado. Apenas uma coisa eu tenho a dizer, toda essa complexa metáfora, é apenas para caracterizar o ser humano e a galáxia em sim. Mas, por quê? Ora... Assim como o oceano e as infinidades de coisas, nós, eu, você e todas as outras 7.381.365.723, aproximadamente, pessoas no mundo, somos desconhecidas. Digo que, assim como oceano, há pessoas que são 2% conhecidas, e os 98% ali existente é apenas esquecido e/ou guardado debaixo de sete chaves e muito raramente, outro alguém consegue desvendar aos poucos essa total escuridão que o desconhecido é. E em controversa há pessoas que são totalmente ao contrário, são 98% conhecidas, mas ainda há aqueles 2% que foram, como no primeiro caso, guardados. E apesar da pequena porcentagem, esse 2% pode mudar muita coisa. Agora, cabe a você, desvendar e se questionar, diante de si própria e as pessoas ao seu redor. Você é do grupo dos 2% conhecido ou dos 98?

Ainda sobre, além das pessoas, essa tamanha infinidade, será que a galáxia na qual vivemos é tão conhecida assim? Como vemos nos telejornais, sites, redes sociais e qualquer outro meio de comunicação? Se quiser saber minha opinião, acho que sobre essa questão, o grupo na qual pertence é a dos 2%. Pelo simples motivo que a galáxia não tem fim e é imensa para se ter tanta certeza de coisas que são ditas por aí. Respeito à opinião de quem não acreditar no que direi a seguir. Mas, com tamanha proporção será mesmo que só existe vida no planeta Terra? Sustento minha opinião apenas pelo que já disse, o universo é muito grande para ter vida apenas em um lugar. E, como se explica o desaparecimento de pessoas e aviões, navios e qualquer outra coisa, que se investiga e não acha mais nada, simplesmente desaparece? Já pararam pra pensar nisso?

É, - risos- acho que fui muito a fundo de questões complexas, em uma simples carta. Mas, se parar para pensar, esses são questionamentos tão simples de vários outros milhões que existem por aí. E pra ser sincera, são por tais que a vontade de viver e tentar desvendar coisas são saborosos. E pelos mesmos, são por eles que nos transformam constantemente, chegando assim nos recipientes furados e nas questões de por que somos conhecidos por nossa individualidade, se somos julgados por nossos signos, descendência dos nomes e pelo DNA.

Basicamente, são por todos os outros motivos, como o do desconhecido, por exemplo, que faz de nós o que somos. São momentos que vivemos, que vemos, e ouvimos, são acontecimentos que de imediato parece não ter solução e explicação que faz de nós o que realmente somos. Por tanto, digo que os questionamentos são nossos melhores amigos e que através dele, fazemos coisas e dizemos “absurdos” por aí. E por consequência, nos tornamos cada vez mais recipientes vazios, ou simplesmente, recipientes cheios. Mas aí, só você pode me dizer o conteúdo dentro desses infinitos locais.

E, assim, termino a carta. Foi bom falar com você, caro desconhecido. Espero ter motivado você a crer mais no mundo e nos atos inexplicáveis que ocorrem por aí. Obrigado se está lendo tudo isso até aqui, pois sei que a consequência foi um pouco maior, como disse lá no inicio. Também espero não ter enlouquecido muito você, pois apesar da complexidade de tudo, não foi essa minha proposta. Adorei falar com você. Até breve. 


3.2.16

Material escolar 2016



Oi gente, tudo bem com vocês? O vídeo de hoje foi super pedido e eu sei que todo mundo ama assistir, mostrei todo o material que vou usar na faculdade de jornalismo. Eu espero muito que vocês gostem <3

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2.2.16

Salto tratorado


Oi gente, tudo bom com vocês? Hoje vim falar sobre o novo estilo de salto do momento, se chama salto tratorado e é perfeito para as pessoas que gostam de estilos de sapatos mais pesados. O salto pode vir acompanhando sandálias, botas ou creppers, na verdade, o que importante de verdade não é o sapato em si e sim o salto, que são grossos e possuem ondulações na sola. 


Apesar de ter um estilo pesado, fica perfeito com looks mais românticos e leves, adoro esse equilíbrio entre coisas completamente diferentes que acabam se balanceando, é com se o floral tirasse um pouco do peso do sapato e o sapato tirasse um pouco da leveza do floral, sabe?! Também fica incrível com roupas básicas e neutras, aqueles looks que tinha tudo pra ser "sem graça" mas tomam um rumo completamente diferente e estiloso devido ao sapato. 


Acho que é o tipo de coisa que ou você ama ou você odeia, to doida por uma bota com o salto tratorado e você pode facilmente encontrar sapatos assim na Melissa, na Petit Jolie e em lojinhas internacionais. Me conta, o que você acha dessa tendência?
                                
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